Direito Criminal em Geral

O GLOBO: “Boate Kiss: Justiça manda quatro a júri”

JURI POPULAR

Sócios da casa noturna e músico serão julgados por 242 homicídios

TIAGO DANTAS

-SÃO PAULO- Quatro anos após a tragédia da boate Kiss, a Justiça do Rio Grande do Sul decidiu ontem que devem ir a júri popular dois sócios da casa noturna onde ocorreu a tragédia e dois integrantes da banda que se apresentavam na noite do incêndio, que causou a morte de 242 pessoas e deixou 680 feridos em 27 de janeiro de 2013. Até agora, a Justiça não condenou nenhum investigado do caso.

Em julho do ano passado, o juiz Ulysses Fonseca Louzada já havia decidido que o caso deveria ir à júri, mas os advogados dos réus recorreram à segunda instância. Relator do recurso, o desembargador Manuel José Martinez Lucas considerou que os réus não agiram com intenção de causar as mortes, entendendo que eles não deveriam ir a júri popular — e, sim, serem julgados apenas por um juiz. Os outros dois desembargadores que atuaram neste julgamento discordaram dele.

O desembargador Jayme Weingartner Neto afirmou que a “análise de fotos e plantas da boate mostram que um labirinto dificultava a circulação das pessoas”, segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS). Ainda não marcado, o júri popular irá julgar quatro pessoas: os empresários Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, o produtor musical Luciano Augusto Bonilha Leão e o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos.

Segundo a acusação, Elissandro e Mauro são responsáveis por instalar espuma altamente inflamável nas paredes e no teto da boate. Já Marcelo e Luciano, de acordo com o Ministério Público, acionaram um sinalizador, que só poderia ser usado em ambientes externos.

Fonte: O Globo

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