Direito e Moda – Fashion Law

Setor de moda vai crescer em 2017 – comentário da Dra. Michelle Gaetani

FASHION LAW

“A indústria da moda no Brasil cresceu muito nos anos anteriores à crise. O aumento do poder aquisitivo propiciou a vinda de marcas internacionais para o país, bem como a internacionalização de marcas brasileiras. E como noticiou o jornal Valor Econômico (leia abaixo), as perspectivas para este ano são de crescimento do setor. Mas ainda há muitos obstáculos a serem superados, no Brasil, especialmente do ponto de vista da estruturação jurídica das empresas. No Francisco Ortigão Advogados, nós temos uma área epecializada em fashion law que assessora empresas e profissionais do segmento da moda, tanto na esfera preventiva quanto na litigiosa. Entre outros casos, atuamos em em conflitos entre marcas e estilistas, seja em questões relativas a direitos autorais e direitos de propriedade industrial, seja no que diz respeito ao direito civil e ao direito de imagem. Também elaboramos e gerenciamos todo tipo de contrato do segmento, incluindo contratos de locação e franquia, e a adoção de medidas judiciais que envolvam franqueadores e franqueados”, explica Michelle Gaetani, responsável pela área, no escritório.

Valor Econômico – 01/02/2017

Por Cibelle Bouças

A indústria global de moda enfrentou em 2016 um dos anos mais dificeis, influenciada pelos terroristas na França, a decisão do Reino Unido de sair da União Europeia, volatilidade do mercado acionário chinês e as incertezas sobre a eleição nos EUA. Ainda assim, o setor fechou o ano com crescimento entre 2% e 2,5%, estima a consultoria McKinsey. Para 2017, a consultoria estima uma melhora, com crescimento na receita entre 2,5% e 3,5%, graças às expectativas de um aquecimento na economia mundial, com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global de 3,4%, ante 3,1% em 2016.

De acordo com o estudo elaborado pela McKinsey, com base em informações de 450 companhias em todo o mundo, apesar da melhora, os fatores que provocaram instabilidade no setor ainda devem exercer efeitos negativos neste ano. O crescimento ainda será abaixo da média observada no período de 2005 a 2015, quando o setor avançou 5,5% ao ano.

Entre as categorias, a área de roupas esportivas terá a maior expansão em 2017, entre 6,5% e 7,5%, ante um crescimento no ano passado de 8% a 8,5%. A categoria de bolsas e malas terá aumento nas vendas entre 4% e 5%. No ano passado, o setor cresceu entre 3,5% e 4%. A área de relógios e joias crescerá entre 3% e 3,5% neste ano, contra algo entre 1,5% e 2% e 2016; outros acessórios terão avanço de 3% a 4% em vendas em 2017, ante alta de 2,5% a 3% no ano passado. As categorias de roupas e calçados como um todo devem aumentar de 1,5% a 2,5% neste ano, ante 1% a 1,5% em 2016.

O estudo mostra que o setor de moda tem sido um dos principais geradores de valor para a economia mundial. Nos últimos dez anos, o lucro do setor apresentou uma taxa média anual de 8%. Esse crescimento é impulsionado pelo aumento nas margens de vendas e na eficiência de capital. No entanto, a maior parte do lucro é captada por 2o% das empresas do setor.

As empresas mais lucrativas são Adidas, Burberry, Chow Tai Fook, Richemont, Fast Retailing, Hermès, H&M, Inditex (dona da Zara), L Brands, Luxottica, LVMH, M&S, Michael Kors, Next, Nike, Nordstrom, Pandora, Prada, Ralph Lauren e TJX.

Para 2017, além das questões macroeconômicas e políticas, preocupam o setor o aumento da competição com empresas de comércio eletrônico e a guerra de preços travada principalmente por redes de varejo populares.

Fernanda Hoefel, sócia da McKinsey, disse que essas tendências também vão influenciar o mercado brasileiro de moda. “As questões internacionais afetam a economia brasileira e, em consequência, o setor de moda. A diferença é que, no Brasil, as empresas não sabem quando a economia vai retomar o crescimento”, afirmou.

Para a consultora, o crescimento econômico tende a ser maior em cidades do interior, em comparação às capitais. “As empresas devem avaliar em quais cidades vale à pena expandir para obter melhores resultados”, afirmou. Ela também disse que os consumidores estão mais exigentes e as companhias deveriam desenvolver coleções mais elaboradas.

Fernanda disse ainda que as empresas brasileiras precisam se adaptar mais ao conceito global de “veja agora, compre já”. “Grandes redes, como a Zara, têm colocado os produtos nas lojas quase imediatamente após os desfiles. É um fator que tem garantido à companhia um desempenho acima da média”, disse a consultora.

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