Compliance e Anticorrupção

“Compliance não é inimiga da inovação”

Por maior que seja o investimento, o setor bancário ainda perde muito com as fraudes eletrônicas. Mesmo com aportes na ordem de R$ 2 bilhões em Segurança da Informação, os bancos tiveram prejuízo de 1.8 bilhão de reais em 2015, segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Mas será que, em um cenário tão ameaçador como o financeiro, ainda há espaço para a inovação? E qual seria o papel do compliance nesse processo?

“Sim, é possível inovar”, opina Renato Coelho, LATAM Technology Information Security Officer no Citibank. “Os atacantes estão em constante inovação e o setor financeiro tem de fazer o mesmo para se proteger”, justifica. Segundo o executivo, as regras de compliance e de SI se complementam e o segredo é garantir uma boa comunicação entre as duas disciplinas de forma que as possíveis novidades tragam segurança ao negócio, nunca deixando de cumprir todas as regras requeridas.

Mas a quem caberia esse processo da inovação? Na opinião de Coelho, a iniciativa do board tem obviamente um peso muito grande, mas a própria área de segurança tem bastante espaço para inovar. “O profissional de SI tem que estar sempre muito próximo da alta direção para que seja possível entender se é o momento mais adequado para investir em inovação de SI e se trará o retorno desejado”, comenta. “É uma questão de o quanto conhecemos as nossas áreas de negócios e o quão inseridos estamos na cultura da empresa”, complementa.

E engana-se quem pensa que a burocracia é um obstáculo neste processo. Segundo Coelho, quando bem aplicada, ela traz consigo controles necessários e fortalece a segurança. “Mas é claro que em excesso ou sem que tenha um real propósito, onera desnecessariamente a operação, impacta na experiência dos clientes e reflete na quantidade de usuários e serviços ofertados”, pontua.

 

Fonte: Risk Report

Categoria: